segunda-feira, 12 de julho de 2010

É, eu já sabia.

Eu só quero saber se, caso eu abra a porta, vou encontrar o velho cheiro de cigarro ou algum novo cheiro de perfume barato.
Se eu me encontrar, no pequeno espelho do chuveiro, vou dar uma risada forte e desligar o telefone. Hoje vou tossir até dormir e me esquecer de tudo o que falaram sobre as cortinas.
Ligaram o som, cantaram uma música e essa é a nova vida que surge, não só em mim. Em todas as frestas da grande pequena cidade sem lixeiras: o sobe e desce do vagão do trem, lá de longe, me transforma em alguém que eu sonhava ser e nem vi quando me tornei.
Me tornei o que sempre fui, porque não tem como fugir dessa pequena tortura que é tentar ser eu e conseguir.
Abraço o Seu João, e nem quero saber do Rei.

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